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quinta-feira, 14 de junho de 2012

DIVERSÃO SIM, MAUS TRATOS NÃO!

Viviane Alexandre, advogada voluntária
de ONGs,  protetora
e ativista da causa animal 
Em junho de 2011, quando fui na famosa Quermesse do Santuário das 7 Capelas em Ribeirão Preto, me deparei com uma situação que realmente precisava ser modificada: uma típica barraca de pescaria, em que crianças pescavam peixes artificiais em troca de um prêmio. Até aí, tudo bem. Mas para minha surpresa, um dos prêmios distribuídos eram peixes vivos exóticos, distribuídos em saquinhos com água, onde as crianças felizes da vida saiam correndo dalí chacoalhando o pobre animal, que na maioria das vezes morria ali mesmo, ou então em casa, por falta dos cuidados adequados. Não bastasse isso, no tanque de água da pescaria também haviam peixes vivos, carpas, misturados aos peixes artificiais que eram pescados pelas varas usadas na diversão. 


Diante desta cena, encaminhei ao Ministério Público do Meio Ambiente uma Representação, relatando todo o acontecido, pedindo que o uso de peixes vivos como brinde ou ornamento fosse proibido na festa, por ser considerado maus tratos aos animais, de acordo com a Lei de Crimes Ambientais.


O representante do Santuário das 7 Capelas, um homem de Deus, digno de toda nossa admiração, entendeu a situação e de bom grado assinou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), onde se compromete a abster-se de se utilizar de qualquer espécie de peixe, vivo ou não, em qualquer quermesse que venha a realizar, inclusive a próxima a realizar-se agora em 2012. Também se compromissou a impedir que qualquer pessoa, vinculada ou não ao Santuário ou a quermesse, se valha dessa prática (utilização de peixes vivos ou não), durante a realização do evento. O não cumprimento implica no pagamento ao Fundo Estadual para Reparação dos Interesses Difusos Lesados de multa correspondente a 02 salários mínimos por cada animal encontrado no local.


Passou da hora de nós, seres humanos, olharmos os animais com o respeito que eles merecem e a responsabilidade que nos cabe. Doar animais vivos como brindes, sejam eles peixes, pintinhos, coelhos, cães, gatos, etc é uma irresponsabilidade. Ao adotarmos ou adquirirmos um ser vivo, temos que pensar em suas necessidades básicas a fim de lhe possibilitar vida com dignidade, com bem estar. 


Qualquer cidadão pode fazer o mesmo. Basta escrever uma carta ao Ministério Público e protocolar. Trata-se de um ato de cidadania e de respeito ao meio ambiente.


abraços 


VIVIANE ALEXANDRE








quarta-feira, 16 de maio de 2012

O HORROR DO CANIL DE TAQUARITINGA – A culpa é de todos nós


Após denúncias, um canil de Taquaritinga-SP, que vendia filhotes de todas as raças, foi arrombado para resgatar 6 cães ainda vivos, mas em péssimas condições de vida. No terreno ao lado, a polícia encontrou mais 40 quarenta ossadas de animais que viviam no local e morreram devido a negligência dos proprietários, que os abandonou.  O canil estava em situação insalubre, com remédios vencidos, sem ração, fezes, água suja e contaminada.



E qual a nossa culpa no caso, você deve estar pensando? Sim, somos todos culpados, pois está na Constituição que a defesa dos animais é DEVER de todos nós, não somente das autoridades. Mas a culpa não para aí, quem não conhece um lugar que compra e vende animais? Quem não conhece ou já comprou um animal de um pet shop ou criador sem verificar em quais condições vivem os pais desses filhotes? Estou aqui a falar do que chamamos de “Fábrica de filhotes”.




 Todos nós conhecemos casos de pessoas que compraram filhotes sem se preocupar com o lugar de onde ele veio. Não por maldade, mas por falta de consciência sobre a realidade por trás desse comércio. Há sim criadores sérios, que se preocupam com o bem estar físico e psicológico de seus animais. Mas infelizmente há muitos criminosos que mantêm suas “matrizes” em gaiolas minúsculas ou os tratam como se fossem “coisas”, “formas” que “fabricam o produto a ser vendido” . Privam o animal do direito fundamental a vida digna e feliz, não respeitam suas necessidades enquanto ser vivo, que sofre, sente fome, medo, frio, tristeza,  não respeitam-lhes as 5 liberdades (livres de medo e estresse;  livres de fome e sede;  livres de desconforto; livres de dor e doenças; e liberdade para expressar seu comportamento natural).




Esta falta de consciência e omissão de todos nós alimenta e mantém esse comércio criminoso, desumano e cruel com os animais.  Precisamos ser mais ativos, mais participativos, mais críticos. Precisamos mudar nossos paradigmas, exigir mudanças, exigir ética e respeito à vida animal. Somos todos criminosos por nossa omissão.

Todos nós, como cidadãos, temos a obrigação de intervir, de nos envolvermos nas coisas. Somos nós, como cidadãos, que mudamos o rumo das coisas.

Para que o mal triunfe basta que os bons fiquem de braços cruzados. (Edmund Burke)

Viviane Alexandre

quarta-feira, 2 de maio de 2012

PEDÁGIO NACIONAL PELOS ANIMAIS NO CÓDIGO PENAL!



JUSTIÇA OU IMPUNIDADE?

Na semana de 07 a 11 de Maio, a comissão de juristas instituída pelo Senado finalizará o texto do anteprojeto do novo Código Penal, no que se refere aos crimes contra os animais! Temos que lutar para que penas mais severas sejam adotadas! AGORA É TUDO OU NADA! O MOMENTO É HISTÓRICO PARA A PROTEÇÃO ANIMAL!

O anteprojeto posteriormente tramitará no Senado e Câmara dos Deputados, e teremos que continuar acompanhando de perto todo esse processo. Mas é fundamental que o texto do anteprojeto contemple AGORA as condutas criminosas contra os animais, e estabeleça penas mais duras capazes de realmente inibir estas cruéis ações.

Por isso, o Movimento Crueldade Nunca Mais está organizando um PEDÁGIO NACIONAL para coleta de assinaturas, no dia 05 DE MAIO DE 2012!

Em RIBEIRÃO PRETO, o pedágio será realizado NA ESPLANADA DO TEATRO PEDRO II às 10h00.
A organização do Crueldade Nunca Mais irá organizar os grupos de trabalho no local.

Participe! Seja um voluntário!

Leve faixas, banners, canetas, prancheta de apoio e folhas impressas do abaixo assinado (disponíveis no site: http://www.crueldadenuncamais.com.br/abaixo_assinado.pdf 
). 

E também é hora de tirar a camiseta do Crueldade Nunca Mais da gaveta! Dia 5 de maio novamente estaremos nas ruas, em todo o país! Ribeirão Preto deve repetir o exemplo de amor aos animais, assim como foi o 22 de janeiro de 2012 na Avenida Paulista! 

OBS: o uso da camiseta do Crueldade Nunca Mais no dia NÃO é obrigatório.

Vamos lá, é a hora de LUTARMOS PELOS ANIMAIS! TODOS JUNTOS NO DIA 05 DE MAIO! VAMOS FAZER HISTÓRIA NA CIDADE DE RIBEIRÃO PRETO/SP

MAIS INFORMAÇÕES NO FACEBOOK: CLIQUE AQUI


E NO BLOG: CrueldadeNuncaMais

Viviane Alexandre

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Liminar barra rodeio em Ribeirão Preto


O juiz da 2ª Vara Cível de Ribeirão Preto determinou que a Polícia Militar e Ambiental impeça maus tratos e crueldade nos animais do RIBEIRÃO RODEIO MUSIC. Só poderá ocorrer o rodeio SEM SEDÊM DE QUALQUER TIPO, CORDA AMERICANA, PEITEIRAS, ESPORAS, CHOQUES ELÉTRICOS, PERSEGUIÇÕES E DERRUBADAS DE ANIMAIS E PROVA DO LAÇO. 
Se depois de tudo isso o boi pular, então pode fazer o rodeio ...

Parabéns as ONGs Focinhos SA e Projeto Murilo Pretinho e as advogadas Dra. Camila Secani e Gabriela Molero e todos os advogados, ONGs e pessoas envolvidas na ação. 

Viviane Alexandre


quarta-feira, 18 de abril de 2012

Criado programa de atendimento veterinário gratuito no RJ

Agora é lei no Estado do Rio de Janeiro a prestação de atendimento veterinário gratuito a animais de famílias que tenham renda de até três salários mínimos. É o que garante a lei 6.208/11, que cria no Rio de Janeiro o Programa de Atendimento Veterinário Gratuito aos Animais Domésticos da População Carente.
A nova regra foi publicada no Diário Oficial do Legislativo desta terça-feira (17/04), promulgada após a derrubada do veto do Executivo à proposição, de autoria do deputado Luiz Martins (PDT).
“Queremos garantir o tratamento adequado dos animais de uma parcela da sociedade que não tem como arcar com esse tipo de serviço. Este atendimento será, inclusive, uma importante ferramenta de Saúde Pública”, diz o deputado.
O texto encarrega a Secretaria de Defesa Civil da implantação do programa, que incluirá consultas e cirurgias. Para isso, o Estado fica autorizado a celebrar convênios e parcerias com entidades de proteção animal, universidades, estabelecimentos veterinários, empresas públicas e privadas e entidades de classe.
Fonte:ANDA
Obs. A garantia do atendimento veterinário gratuito é condição indispensável para promover o bem estar dos animais e com isso cumprir a determinação constitucional que cabe ao poder público e à coletividade, de zelar e defender o meio ambiente. 
Viviane Alexandre

terça-feira, 15 de novembro de 2011

EU OPTEI PELOS ANIMAIS, E VOCÊ?





Eu optei pelos animais

Penso que existe no mundo dois grupos distintos de pessoas:



• As que fazem alguma coisa pra melhorar o planeta e;



• As que não fazem nada.





Eu faço parte do primeiro grupo:Eu ajudo os animais.


Isso, porém não quer dizer que eu deixe de ajudar ao meu semelhante. Eu sou um ser humano e não é possível ajudar aos animais sem ajudar aos seres humanos, mesmo porque os animais são vítimas da ignorância homem.



Minha ajuda ao ser humano consiste na conscientização, esse é o caminho, e faz parte da luta pelos direitos dos animais. Ninguém tem a obrigação de amar os animais, as pessoas não amam nem aos seus filhos... Mas devem saber que existem leis que os protegem.



Preocupar-se apenas com os animais seria enxugar gelo, pois quem proporciona o sofrimento aos animais é o homem.



Já perdi a conta de quantas vezes chamei uma viatura e fui para a delegacia, com um guardião irresponsável, por conta de maus tratos a animais.



Tudo faz parte de um contexto, os animais têm direitos, e o ser humano que se predispôs a ter um animal tem deveres que devem ser cumpridos, e conhecidos.



Proteger os animais e defender os seus direitos está dentro de mim, este é o apelo da minha alma. É isso o que me move.



Acredito que todos os seres humanos possuem um apelo da alma, alguns para animais, outros para crianças, para idosos, doentes etc.. O problema é que ouvir e atender este apelo requer coragem, desapego e fé em nós mesmos.



Se cada um ouvisse o seu chamado interior, o mundo seria diferente, com certeza.



Já fui a asilos, já fui a orfanatos, sou doadora de sangue, de órgãos, participei de jantares beneficentes etc.. Tudo pelos humanos, mas Eu Sou Protetora de Animais.



Não importa ao que você dedique o seu tempo, qual a causa que você tenha abraçado, a partir do momento em que você decidiu ouvir ao seu chamado interior, estará contribuindo para melhorar o planeta. Esta é a diferença entre viver e existir.



Você vive quando abraça uma causa, quando luta pelo que acredita, quando faz a diferença. Você existe quando passa os dias apenas esperando a morte chegar



Qual o defensor dos animais nunca ouviu:



“Com tanta criança pela rua, com tanto doente você vai ajudar cachorro?”



Entramos então no segundo grupo de pessoas: Os que não fazem nada.



Porque na verdade quem se incomoda com quem luta por uma causa, é exatamente quem não faz nada. O fato de ter por perto alguém que não teve medo de arregaçar as mangas e partir pra luta evidencia sua inércia. Demonstra a todos sua insignificância... Daí partem para o ataque.



Eu tenho na minha casa pelo menos uma dúzia de animais que recolhi da rua, resgato, trato, castro e dôo. Tudo com recursos próprios, tudo pago com o meu salário. Ajudo a abrigos que passam necessidades, ajudo a protetores independentes que não tem como custear o tratamento dos animais que resgatam etc..



Gostaria de saber se quem faz essa pergunta alguma vez retirou uma criança da rua para adotar. Claro que não.



Gostaria então de saber qual o orfanato que ela ajuda mensalmente, qual o asilo que contribui, se algum dia de sua vida pagou sequer um almoço para um morador de rua. Muito provavelmente a resposta será: Não, não, não... Porque estamos falando de quem não faz nada, nem pelo semelhante, nem por animais, nem pra salvar as árvores, muito menos pelo planeta.



Há ainda, inserido no grupo dos que não fazem nada, um subgrupo: Os que não fazem nada e ainda tentam atrapalhar quem faz.



Nesse grupo estão inseridos aqueles que sempre tentam te empurrar alguma obrigação.
Se encontram um animal atropelado te ligam na hora, ou pior, fotografam o sofrimento do bichinho, vão pra casa, descarregam as fotos no computador e te mandam por email. Se souberem de algum animal necessitado, divulgam os seus contatos como “pessoa certa” para resolver o problema. Não se importam se você está superlotado, se tem condição financeira, se tem tempo de cuidar de mais um animal...



Esse é o cara que quando você diz que não tem condição de recolher mais um animal (no seu quintal, com seu tempo vago entre trabalhar e cuidar da família e com o seu recurso financeiro) sai te difamando na internet. Como se algo neste mundo desse a alguém, que muitas vezes você não conhece, o direito de dizer como e com o que você deve empregar o trabalho que faz e forma voluntária (com o dinheiro de seu bolso) enquanto ele fica confortavelmente em casa, atrás do computador.



Não tenho a pretensão de ditar regras, quem não quer fazer a diferença, que não faça. Mas que não pense que tem o direito de questionar quem decidiu fazer.



Você não é obrigado a amar os animais, mas tem o dever de respeitá-los.



Você não é obrigado a abraçar nenhuma causa, mas tem o dever de respeitar quem o fêz.



“Eu dedico minha vida aos animais, esta é minha causa e eu apenas discuto este assunto com quem faz algo pra mudar o mundo, só discuto este assunto com quem faz algo além de existir, quem não faz nada, não tem direito nenhum de me questionar”.



Eu fiz a diferença



Era uma vez um escritor que morava numa praia tranquila, junto a uma colônia de pescadores.
Todas as manhãs, ele passeava a beira mar para se inspirar e, à tarde, ficava em casa escrevendo. Um dia, caminhando pela praia, viu um vulto que parecia dançar.
Quando chegou perto, encontrou um jovem pegando as estrelas do mar da areia e jogando-as, uma por uma, de volta ao mar. -
Por que está fazendo isso? - perguntou o escritor.
-Você não vê? - disse o jovem. - A maré está baixa e sol brilhando. Elas secarão no sol, vão morrer se ficarem aqui.
- Meu jovem existem milhares de quilômetros de praias por esse mundo afora e centenas de milhares de estrelas do mar espalhadas por elas. Você joga umas poucas de volta ao mar... Que diferença isso faz? A maioria vai perecer de qualquer forma.
O jovem pegou mais uma estrela da areia, jogou-a no mar, olhou para o escritor e disse: -Para essa, eu fiz a diferença.
Naquela tarde o escritor não conseguiu trabalhar...
De noite ele não conseguiu dormir...
No outro dia pela manhã, ele decidiu se juntar ao jovem.
Assim naquela praia, dois vultos pareciam dançar.


Extraído do livro: Como Atirar Vacas no Precipício.

Texto retirado do blog da amiga Lilian Rockenbach ao qual concordo plenamente e por isto reproduzi aqui.